As semanas que se seguiram ao casamento foram como um curso intensivo para Maya. Ela não tinha manual, mas, aos poucos, começou a entender o funcionamento da mansão Kameron.Tudo ali parecia girar em torno de três coisas: horário, imagem e controle.Havia hora certa para o café, para o almoço, para o jantar. Hora certa para receber visitas, para reuniões internas, para conferências por vídeo. E, principalmente, havia expectativa sobre como ela deveria se comportar.A governanta, senhora Ingrid, era quem mais a ajudava a não se perder.— Hoje o senhor Josh sai às oito para o escritório — dizia, pontual, ao bater na porta do quarto. — O café será servido às sete e quarenta. A senhora pode descer alguns minutos antes.Maya, que antes vivia com horários bagunçados entre turnos na cafeteria e costuras de madrugada, agora se via organizando o dia em torno dos compromissos do marido.Josh continuava distante.Eles dividiam o mesmo quarto, a mesma cama, mas não exatamente a mesma vida. Falava
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