Os dias passaram a seguir um ritmo quase mecânico para Maya. Acordar cedo, falar com os pais de Josh, deixar tudo organizado no hospital, ir para a empresa, enfrentar reuniões, resolver problemas, voltar ao hospital, falar com os médicos, sentar ao lado da cama dele.Repetia a rota com o corpo cansado, mas com um foco que ela mesma não sabia de onde tirava.Na sede da Kameron, ela já não era mais uma figura estranha circulando pelos corredores. Ainda causava estranhamento, comentários, olhares avaliadores.Mas, pouco a pouco, a presença dela deixava de ser apenas “a esposa do herdeiro” e passava a ser alguém que, de fato, fazia perguntas, cobrava respostas, assinava decisões.Ela passava horas na sala que agora ocupava. A mesa antes de Josh estava quase sempre coberta de papéis. Relatórios financeiros, contratos antigos, revisões de orçamento, projeções de mercado.Muitas vezes, ela permanecia ali até depois que a maior parte dos funcionários ia embora, com uma caneca de café já frio
Ler mais