Apollo GalanisSe alguém me dissesse, seis anos atrás, que o meu maior desafio não seria uma cirurgia complexa ou um plantão de quarenta e oito horas, mas sim o olhar julgador de uma criança de quatro anos com um metro de altura, eu teria rido na cara da pessoa.Mas a vida tem um senso de humor peculiar.Tudo começou com uma ligação desesperada de Ana Lívia, trinta minutos atrás. A empresa da mãe dela estava enfrentando uma crise de relações públicas, Sueli estava em uma reunião fora da cidade, e a babá de confiança teve uma emergência familiar. Para piorar, a van da escola não poderia ficar com Sophia no contraturno hoje.O resultado? Uma Ana Lívia à beira de um colapso nervoso no telefone, sem saber com quem deixar a filha. E eu, obviamente, me ofereci como voluntário imediato para a missão.Agora, estou parado no meio da sala do apartamento dela. Ana caminha de um lado para o outro, segurando uma bolsa em uma mão e um tablet na outra, os saltos batendo no piso de madeira em um ritm
Ler mais