O restante do dia foi uma imersão nas entranhas de um império. Killian me conduziu por corredores que exalavam o cheiro de pedra milenar e poder absoluto. A cozinha era um ecossistema pulsante, maior que a casa onde cresci no Rio, fervilhando com mãos dedicadas à criação de um banquete eterno. Os olhares que me seguiam eram como brasas — havia dúvida, sim, mas o que predominava era um medo reverencial. Eles não viam apenas o rosto de uma Kavanaugh; viam a mulher que o Lobo de Dublin escolhera para reinar ao seu lado. A garagem, um santuário de metal e luxo, parecia uma concessionária de elite subterrânea, onde cada motor roncava uma promessa de fuga ou perseguição. Mas nada, nem todo o ouro ou o aço do mundo, me preparou para o que encontrei ao voltarmos para o salão principal. Julia estava radiante, uma chama perigosa dançando em seus olhos. Ao lado dela, Viktor e Fred mantinham a guarda, mas a energia que emanava deles era de triunfo. — Você quer a boa notícia ou a melhor notícia
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