Ao cruzarem o limiar da Fortaleza Black, o mundo exterior — com sua neve e incertezas — pareceu desintegrar-se. Lá dentro, o tempo não era medido por relógios, mas por eras de reis e conquistadores que haviam deixado suas marcas nas pedras frias. Duas fileiras perfeitamente simétricas de homens e mulheres flanqueavam o tapete de lã escarlate, que cortava o salão cinzento como uma veia pulsante de sangue sobre o granito.
À esquerda, o corpo de serviço doméstico mantinha uma imobilidade de estát