O apartamento estava em silêncio, mas não era um silêncio comum, era um silêncio carregado, denso, como se o ambiente inteiro ainda estivesse absorvendo o que tinha acontecido horas antes, como se as paredes guardassem o eco do desespero, da destruição, da sensação de perda que ainda não tinha se dissipado completamente. Ava e a mãe já estavam no quarto, tentando se recompor, tentando encontrar algum tipo de estabilidade depois de tudo, e o som contínuo do chuveiro era a única coisa que quebrava aquela quietude, mas não era suficiente para aliviar o peso que dominava o lugar. Adrien permaneceu sozinho na sala por alguns segundos, imóvel, o olhar fixo em um ponto qualquer, mas a mente completamente distante dali, funcionando com precisão fria, organizada, analisando cada detalhe, cada movimento, cada consequência que tinha levado até aquele momento. Aquilo não tinha sido um erro, não tinha sido um excesso, e, acima de tudo, não tinha sido al
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