O trajeto até o apartamento da mãe de Ava foi silencioso, mas não vazio, porque havia uma tensão diferente ocupando o espaço entre eles, menos impulsiva do que antes, mais consciente, mais pesada, como se tudo o que tinha acontecido ainda estivesse sendo processado sem precisar ser dito. Ava permaneceu encostada no banco, olhando pela janela, os pensamentos desorganizados demais para formar qualquer conclusão clara, enquanto Adrien mantinha as mãos firmes no volante e o olhar fixo na estrada, com a mente funcionando em outro ritmo, mais controlado, mais calculado, organizando coisas que ele não tinha intenção de dividir. Quando o carro parou, nenhum dos dois falou de imediato, e o silêncio que se instalou ali não era desconfortável, mas também não era leve. Ava abriu a porta primeiro, descendo com movimentos mais controlados do que realmente se sentia, ajustando a bolsa no ombro antes de olhar para ele, e, mesmo sem sustentar por muito tempo, havia algo diferente naquele olhar.
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