Alex chegou em casa assoviando. Aquilo talvez fosse o mais absurdo de tudo. Depois de passar a tarde inteira com Bruna, depois de mentir mais uma vez, manipular mais uma vez e sustentar duas vidas completamente diferentes usando o dinheiro da mesma mulher, ele ainda entrou no apartamento acreditando sinceramente que tudo estava sob controle. Porque Karol tinha hesitado. E, para homens como Alex, hesitação significava vitória. Na cabeça dele, o choro da noite anterior, o abraço da filha, a fragilidade emocional da Karol e o medo constante que ela sentia já tinham garantido o que ele precisava: tempo. E tempo era controle. Ele fechou a porta atrás de si enquanto jogava a chave sobre a bancada da cozinha, completamente relaxado pela primeira vez em semanas. O apartamento estava silencioso, mas Alex não estranhou imediatamente. Sofia costumava dormir cedo às vezes, e Karol muitas vezes ficava trancada no quarto depois das discussões. Para ele, aquilo ainda parecia parte da rotina. —
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