Eu nunca fui do tipo que fuça, que segue, que desconfia sem motivo. Sempre achei isso meio patético mesmo. Coisa de gente insegura, de relacionamento mal resolvido. O problema é que, ultimamente, eu não me reconheço mais em algumas reações — e isso me irrita quase tanto quanto as próprias suspeitas. As ligações começaram discretas, quase inocentes. Um toque aqui, outro ali. Joseph atendia, dizia “já te ligo de volta” ou “estou ocupado”, e seguia como se nada tivesse acontecido. Só que, com o passar dos dias, isso mudou. Ele passou a se afastar para atender, a baixar o tom de voz, a sair do cômodo. Pequenos gestos que, juntos, formam um grito. E eu, que sobrevivi a uma tentativa de assassinato, por um homem que confessou que me traía e que eu fui usada por ele, agora estou aqui, incomodada com um celular tocando fora de hora. A vida tem um senso de humor bem questionável. Enquanto isso, eu me reaproximo da minha tia, continuo com a ajuda da Susan, que ainda a visita. Saber que el
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