Isabela respirava fundo. A vontade de chorar era esmagadora, mas ela se recusava a desabar. Tudo aquilo parecia errado. Cruel. Injusto. Mas se afastar era a única forma que havia encontrado para proteger Sofia. Mesmo que isso significasse abrir mão da própria felicidade. Mesmo que isso significasse abrir mão de Arthur. Com as mãos trêmulas, ela entrou no carro que Carolina havia enviado. No banco da frente estavam dois homens de expressão fechada. Nenhum deles falou uma única palavra. A porta se fechou. O veículo partiu. Durante boa parte do trajeto, o silêncio foi absoluto. Isabela apoiou a testa contra o vidro. As árvores passavam rapidamente do lado de fora. Uma lágrima escorreu. Depois outra. Instintivamente, ela levou a mão ao ventre. Seu bebê. Seu pequeno segredo. O que aconteceria agora? Como criaria aquela criança sozinha? Como viveria sem Arthur? Sem Sofia? Sem a família que havia aprendido a amar? Ela fechou os olhos. Precisava acreditar que estava
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