DavidDesperto cedo no dia seguinte, ainda preso ao corpo de Isabella como se meu instinto soubesse que, se eu a soltasse, ela poderia escapar de mim… ou do mundo.Ela dorme serena, com o rosto relaxado e os fios espalhados pelo travesseiro, tão bonita e silenciosa que parece impossível que ontem tenha sido real. Que aquela pressão, aquelas acusações, aquele peso cruel sobre seus ombros… tudo isso tenha acontecido com a mesma mulher que agora respira suavemente, como se nada fosse capaz de tocá-la enquanto está aqui, comigo.Ontem à noite eu tentei acordá-la.Queria que ela descesse, que jantasse, que pelo menos mastigasse alguma coisa antes de voltar a se fechar naquele silêncio perigoso. Mas Isabella se recusou com um balançar mínimo de cabeça, quase como se mover fosse trabalho demais, como se viver fosse pesado demais. Ela se virou e permaneceu na cama, sem abrir espaço para discussão.E eu… não forcei.Eu sabia. Eu via no olhar dela, mesmo sem ela dizer nada, o tamanho do desgast
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