DavidO fim de semana passou como se o mundo tivesse parado do lado de fora da minha porta.Eu e Isabella ficamos dentro da nossa própria redoma de proteção, isolados do caos e, principalmente, das pessoas. Não saímos para lugar algum. Não recebemos visitas. Não atendemos ninguém. Na verdade… nem sequer demos a chance de alguém insistir.Desligamos os celulares. Desligamos os telefones do apartamento. Eu mesmo tomei essa decisão — uma medida extrema, sim, mas necessária. Eu não queria ser interrompido. Não queria ouvir julgamentos, exigências, cobranças. E, acima de tudo, eu não queria ver o velho Ávila invadindo a nossa casa.Porque, como um mais um são dois, eu sabia: ele não deixaria o que aconteceu na construtora passar em branco.Talvez, no fundo, ele até acreditasse na Isabella — ou, ao menos, tivesse uma dúvida suficiente para não apontar o dedo de imediato. Mas Ávila era do tipo que precisava ver para crer. Do tipo que não confiava no instinto. Ele confiava em provas.E eu tam
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