Elisa MartinsHavia se passado uma semana desde a declaração de Rodrigo no topo da escada.Uma semana inteira desde que ele havia dito, com todas as letras, que estava apaixonado por mim.E desde então, eu vinha fugindo.Não porque não sentisse nada.Mas porque sentia demais.Eu não conseguia olhar para ele sem que minha mente me traísse. Sempre que nossos olhares se cruzavam, eu via duas imagens ao mesmo tempo: Rodrigo ajoelhado diante de mim, segurando meu rosto com cuidado enquanto eu desmoronava de dor por causa de Alex… e o mesmo homem, dias depois, em pé no topo da escada, com o peito exposto, se declarando como se fosse a coisa mais natural do mundo.Era surreal. Cruel. Confuso.Como alguém que me consolou pelo homem que eu amava podia, agora, dizer que me amava?E o pior de tudo: eu acreditava nele.Como ele mesmo havia dito, eu estava livre. Livre do contrato, livre de Cézar, livre da troca que nunca aconteceu.Mas liberdade nem sempre significa saber para onde ir.Eu não tin
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