O silêncio dele dessa vez não foi cálculo.Foi limite.E isso mudou tudo.Porque até ali… ele controlava o ritmo. Controlava o espaço. Controlava a resposta.Agora…Ele precisava escolher.E escolha, naquele nível, sempre custa.Eu não me movi.Não falei.Não pressionei.Porque, às vezes, o erro não vem da pressão.Vem do tempo.E eu sabia esperar.— Você está avançando rápido demais — ele disse, por fim.A voz mais baixa.Mais contida.Mais… real.Inclinei levemente a cabeça.— Eu estou avançando no ponto certo.— Isso não é linear.— Nunca foi.Silêncio.Mais firme.Mais… técnico.---Ele desviou o olhar por um segundo.Curto.Mas suficiente.Erro.Pequeno.Mas definitivo.Porque alguém como ele não desvia.A não ser quando precisa reorganizar.— Você quer uma resposta direta — ele disse.— Eu quero a resposta certa.— Isso não é a mesma coisa.— Para mim é.Silêncio.Mais longo.Mais… pesado.---Ele caminhou alguns passos.Mais lento agora.Menos seguro.Ou talvez…Mais cuidadoso.
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