Depois de um tempo na água, rindo e tentando recuperar o fôlego, saímos do lago ainda meio sem pressa, como se qualquer movimento mais rápido pudesse quebrar aquele momento. A roupa colava no corpo, o cabelo pesado, e mesmo assim… nenhum dos dois parecia se importar de verdade. Victor saiu primeiro, me oferecendo a mão logo em seguida. Segurei, deixando que ele me puxasse, e quando pisei na grama de novo, o sol bateu de leve, ajudando a amenizar o frio da água. — Vem — ele disse, já me guiando de volta pro carro. — Pra onde agora? — perguntei, ainda rindo baixo, tentando ajeitar o cabelo com as mãos. — Mais um lugar — respondeu, simples, abrindo a porta pra mim de novo. Entrei sem questionar. Dessa vez, o caminho foi um pouco mais longo. A estrada foi ficando mais estreita, mais afastada de tudo, até que ele entrou por uma porteira simples de madeira, quase escondida no meio da vegetação. Alguns metros depois, o carro parou. Olhei ao redor. Era uma chácara pequena. Simples… m
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