Minhas mãos subiram automaticamente, encontrando o peito dele, segurando, como se precisasse de apoio para aquele tipo de proximidade que parecia sempre ultrapassar algum limite invisível. Ele não recuou. A mão na minha cintura me manteve ali, firme, enquanto o beijo se aprofundava mais um pouco, mais intenso, mais presente, como se ele tivesse decidido parar de medir. Por um instante, não havia acordo. Não havia regra. Não havia Clara, nem festa, nem passado. Só aquilo. Só o agora. Quando ele diminuiu o ritmo, não se afastou de verdade. Os lábios ainda próximos, a respiração misturada, a testa quase encostando na minha. A mão dele ainda estava na minha cintura. Firme. Presente. Como se não tivesse intenção nenhuma de soltar tão cedo. Por um segundo, eu ainda tentei pensar. Tentei lembrar de tudo que a gente tinha combinado, das regras, do acordo, do motivo de tudo aquilo existir. Mas simplesmente… não veio. Porque ele estava ali. De verdade. Perto
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