O resto das aulas passou em câmera lenta. Ela anotava mecanicamente, respondia quando chamada, mas a mente estava longe. Quando o professor liberou a turma, Lívia foi a primeira a sair. Não esperou Vale nem Marina coisa que nunca fazia. Normalmente desciam juntas, comentando a aula, reclamando da vida, rindo alto no corredor.Dessa vez, ela precisava de silêncio.Do outro lado do campus, Vale caminhava com Marina em direção à saída quando viu o carro do pai estacionado mais adiante.Franziu a testa imediatamente.Pedro desceu do carro e fechou a porta com calma calculada.— Boa tarde, meninas — cumprimentou, educado, com aquele sorriso treinado que funcionava em audiências e reuniões. — Vim buscar você, filha.Vale estreitou os olhos.— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, o coração acelerando sem motivo claro. — Está todo mundo bem?— Eu só vim te chamar pra almoçar — respondeu ele, fingindo leve ofensa. — É tão surreal assim um pai vir buscar a filha? Ou você tem planos com sua amiga
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