ELENA MORETTIEu estava no quarto com Vittoria, tentando convencê-la a caminhar um pouco. O médico tinha sido claro: ela precisava de movimento para a circulação, mas ela parecia feita de vidro fumê, opaca e frágil.— Só até a janela, Vitto. Veja como o sol está bonito hoje — eu disse, segurando o braço dela, sentindo como ela estava mais magra sob o robe de seda.Vittoria levantou-se devagar. Os seus olhos, antes tão vivos, pareciam focados em algo a quilómetros de distância. Ela deu o primeiro passo, depois o segundo. Senti a sua mão apertar o meu ombro com uma força súbita e errática.— Elena... as luzes... — ela sussurrou.Vi as suas pupilas dilatarem. A cor, que já era pouca, drenou completamente do seu rosto, deixando-a com a palidez de uma estátua de mármore. Antes que eu pudesse gritar por Julian, os joelhos dela cederam. Vittoria desmoronou, um peso morto que eu não consegui segurar sozinha.— JULIAN! LORENZO! AJUDEM-ME! — o meu grito ecoou pela mansão, carregado de um terro
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