JULIA (A BABÁ)A mansão na Andaluzia era linda, mas o silêncio das montanhas às vezes me deixava inquieta. Jade estava agitada, sentindo a falta da mãe e o ambiente novo. Eu tentava niná-la no pátio central, mas o choro dela ecoava nas paredes de pedra branca.— Ela sente o cheiro do medo, Julia. Precisa sentir segurança, não apenas balanço. — A voz de Adrián surgiu atrás de mim, profunda e calma como o mar ao amanhecer.Ele se aproximou e, para minha surpresa, estendeu os braços. Adrián não parecia o tipo de homem que segurava bebês; ele parecia o tipo de homem que segurava fuzis. Mas, quando pegou Jade, o fez com uma firmeza gentil.— Venha, pequena florita — ele murmurou em espanhol.Jade parou de chorar quase instantaneamente. Ela fixou os olhinhos castanhos no rosto severo dele e, por um momento, o mundo pareceu parar. Eu fiquei ali, observando a mão grande dele apoiando as costas minúsculas da menina.— Você leva jeito — eu disse, sentindo meu coração acelerar por um motivo que
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