JULIAN BLACKWOOD
Eu não bati à porta. Arrombei-a com um pontapé que fez o sistema de segurança apitar inutilmente. O apartamento de luxo, que costumava ser um refúgio de sofisticação, cheirava a perfume feminino barato e a álcool.
— DOMINIC! — o meu grito ecoou pelas paredes de vidro que davam para a Nova Iorque encharcada. — APARECE, SEU COVARDE!
Vi um movimento no fundo do corredor. Dominic saiu do quarto, a camisa branca desabotoada, o cabelo despenteado e um olhar de quem tinha acabado de