Dante estava no escritório da mansão, as luzes apagadas, deixando o ambiente afundado em sombras densas. Só o brilho azul da tela do notebook iluminava parte do rosto dele, recortando os ângulos duros da mandíbula e dos olhos cansados.A mesa de madeira escura estava tomada.Relatórios.Fotos borradas de câmeras de rua.Placas de carro anotadas à mão.Envelopes pretos vazios.E, no centro de tudo, três cápsulas alinhadas.Imóveis.Precisas.Como munição.Ele pegou uma delas.Girou entre os dedos lentamente.O líquido vermelho-escuro se movia dentro, espesso, quase denso demais para ser comum. A luz fria da tela refletia na superfície curva, criando um brilho que parecia… errado.Vivo.Dante não piscou.Lorenzo estava do outro lado da mesa, imóvel. Mãos cruzadas à frente do corpo, postura reta, esperando. Sabia melhor do que interromper.— O que é isso afinal? — a voz de Dante saiu baixa, rouca, sem pressa.Lorenzo respirou antes de responder.— É sangue. Sangue humano com alterações q
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