A luz era forte demais, incomodando seus olhos, Lorena não conseguiu identificar onde estava de imediato. O teto era branco demais, as paredes claras demais, e havia um cheiro familiar no ar antisséptico, limão, algo que ela conhecia bem, mas não queria lembrar.Hospital.A consciência voltou aos poucos, como uma maré que avança sem pressa.Lorena piscou algumas vezes, os olhos ainda pesados, a mente lenta. O corpo doía, não a dor aguda do estômago, mas o cansaço profundo de quem esteve apagada por muito tempo.Foi então que o sentiu.O calor.Algo envolvia sua mão direita, algo quente, firme, presente.Ela virou o rosto devagar.Dante estava ali.Sentado numa cadeira ao lado da cama, o corpo inclinado para frente, a cabeça apoiada sobre os braços cruzados ao lado dela. Os cabelos castanhos caíam sobre a testa, desalinhados, como se ele tivesse passado as mãos neles incontáveis vezes. O nariz perfeito, o maxilar bem marcado, uma barba leve começando a despontar no queixo.Ele segurava
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