O barulho da arena ainda pulsa nos meus ouvidos quando chegamos ao camarim, como se o eco da luta tivesse decidido nos acompanhar para dentro daquele espaço mais fechado, onde as luzes são mais suaves e o ar parece carregado de adrenalina recente. Lily mal consegue ficar parada, ainda vibrando com tudo o que viu, e quando Marcus sugere que os dois vão buscar alguma coisa para comer, ela aceita na mesma hora, puxando-o pela mão com a pressa de quem não quer perder nenhum segundo daquela noite.— A gente já volta! — ela anuncia antes de desaparecer pelo corredor.A porta se fecha atrás deles.E, de repente, o silêncio.Não é um silêncio completo, porque ainda há vozes distantes, passos, algum som metálico vindo de outros camarins, mas aqui dentro o espaço parece menor, mais concentrado, como se tudo tivesse se reduzido a dois pontos específicos.Eu e Ethan.Ele está de pé por alguns segundos, passando a mão pelo rosto como se estivesse avaliando o estrago da luta, e só então se aproxima
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