— Trouxeram o meu dinheiro? — perguntou um dos homens, sua voz rouca e esperança. — Sim, está tudo aqui, vinte mil dólares, espero que a mercadoria valha apenas— respondeu outro, como se a quantia fosse a solução de todos os problemas, fazendo o coração de Carmen afundar mais ainda.— Ela é pura, não se preocupe— disse Elizabeth, sem pudor, como se estivesse avaliando um objeto, mercadoria pronta para ser negociada. — Nunca teve tempo pra homem, e eu garanto para que permanecesse assim. Vai render bem — e essas palavras ecoaram em Carmen como um veredito cruel, despojando-a de qualquer vestígio de dignidade que ainda lhe restava. — A ideia de ser vista apenas como um "produto" a fez sentir um vazio horrível no fundo do peito, o chão parecia desaparecer sob ela, como se estivesse num sonho desmoronando. Um eco de choque e desesperança a envolvia, subitamente, silenciando o mundo ao seu redor, enquanto o desespero afundava em seu íntimo. <
Ler mais