IsabellaA porta ainda está fechada quando o silêncio começa a pesar de verdade.Não é o silêncio confortável de quando algo termina.É o outro.O que fica depois que alguém sai deixando coisa demais no ar.Eu continuo olhando para a porta por alguns segundos, como se ela fosse abrir de novo.Não abre.Claro que não abre.Victoria nunca volta para terminar nada.Ela sempre deixa uma camada incompleta.É assim que ela mantém controle.Eu respiro fundo, devagar, tentando organizar o que ainda está girando dentro de mim.A sala parece menor agora.Ou talvez seja a quantidade de coisa que mudou dentro dela.Alexander ainda está perto da mesa, com o documento na mão, olhando para aquilo como se estivesse tentando fazer sentido de algo que não quer se encaixar.Helena não está parada.Ela nunca fica.Já pegou o papel de novo e está analisando com atenção real, não aquela leitura superficial de quem só quer confirmar o que já pensa.Ela gira a folha, observa assinatura, data, margens, como s
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