AlexanderNunca pensei que atravessar o portão da casa onde cresci pudesse me deixar mais nervoso do que entrar na sala de um conselho de administração.Mas ali estou eu.Com uma criança de cinco anos tagarelando no banco de trás.Uma caixa de presente no banco do passageiro.E a sensação estranha de que estou voltando para um lugar que continua sendo meu, mesmo depois de tantos anos mantendo distância.Seguro o volante com um pouco mais de força.Oliver olha pela janela.— Essa casa é gigante.Olho para a fachada.Pedra clara.Janelas altas.Jardins impecavelmente cuidados.Quando eu era criança, tudo aquilo parecia normal.Hoje, parece apenas grande demais.— Seu pai morava aqui?A pergunta me faz sorrir.— Morava.— Desde bebê?— Desde bebê.Ele pensa por alguns segundos.— Então você fazia bagunça aqui.Rio.— Muita.— Mais que eu?Olho pelo retrovisor.— Muito mais.Ele abre um sorriso satisfeito.— Gostei.Antes que eu consiga estacionar completamente, a porta principal se abre.
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