Na manhã seguinte, o mundo parecia ter perdido a cor. O céu estava pesado, coberto por nuvens densas que bloqueavam qualquer sinal de luz, e a chuva caía constante, fina e insistente, como um sussurro melancólico contra os vidros da mansão. O frio invadia os corredores, tornando o ambiente ainda mais silencioso e austero.Elizabeth odiava dias assim.Na mansão, o clima não era diferente.Theodoro a esperava na sala de estar. De pé. Imóvel. O olhar fixo na janela, acompanhando a chuva que escorria em trilhas irregulares pelo vidro. A postura continuava impecável, terno alinhado, gravata ajustada, mas havia algo ali que não combinava com a imagem controlada que ele sempre transmitia. Seus ombros estavam tensos, rígidos demais, como se sustentassem um peso invisível.Quando Elizabeth entrou, seus passos foram suaves sobre o tapete espesso, mas ainda assim ele percebeu.Virou-se lentamente.O silêncio entre eles durou apenas um segundo, mas foi suficiente para que ela sentisse que havia
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