~ RebeccaO corredor estava silencioso, exceto pelo eco suave dos meus passos sobre o mármore frio. O meu coração batia mais rápido do que queria admitir, uma mistura de antecipação e repulsa. Eu sabia que ele estaria ali.O meu pai, Luís Ferraz.Respirei fundo. Não podia dar meia-volta agora. A cada passo, ele parecia enraizar-se mais fundo na minha mente. E eu tinha uma missão: descobrir até que ponto estava envolvido nos últimos acontecimentos, sem ceder à manipulação que ele sempre tentava exercer.Finalmente, avistei-o. Encostado à parede do salão, impecável, como sempre. A postura ereta, as mãos cruzadas atrás das costas, a gravata perfeitamente alinhada. A máscara de elegância e controle que ele usava há anos não escondia tudo, Rebecca. Não para mim.— Ciao, papà — disse, deixando escapar um sorriso irónico, quase teatral. — Adivinha quem resolveu aparecer?Ele ergueu uma sobrancelha, como se aquela provocação lhe fosse uma carícia.— Rebecca, minha filha… que agradável surpres
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