Enquanto Rebecca me ajudava a selecionar as aguarelas, senti o coração acelerar. Mostrar o meu trabalho era quase como abrir uma janela para o que sentia.Carlos passou por nós, ajustando um detalhe na iluminação, e sorriu brevemente. Aquele gesto mínimo trouxe-me alguma calma.— Rebecca, podes dar-me 5 minutos a sós com a Anabela, por favor?Ela olhou para o primo desconfiada, mas logo assentiu:— Combinado, nem um minuto a mais pois Melo deve chegar em breve.Deixando-nos a sós, Carlos aproximou-se de mim devagar.— Como te sentes, Bela?— Acho que bem, porquê?Ele estava na minha frente, próximo o suficiente para eu sentir o seu perfume amadeirado. Carlos colocou a mão no bolso das calças e puxou uma pequena caixa cor de rosa. — Isto é para ti, Bela. — sorrindo, abriu a caixa devagar.Levei as mãos aos lábios. Era um colar em prata com o pingente da flor da cerejeira com pequenas pedras de quartzo rosa no centro.— É lindo, Carlos… Obrigada — aceitei pegando no colar como se fosse
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