Rebecca começou a percorrer o atelier, os olhos fixos nas obras apoiadas nas paredes, como se cada pintura tivesse uma história a contar.— Isto é incrível — disse ela, quase sussurrando. — Nunca tinha visto o atelier assim, com calma.Eu permaneci parada, imóvel, perdida num momento que parecia suspenso no ar. Rebecca percebeu.— Bela? — chamou, a voz carregada de preocupação.Os meus dedos tremiam ligeiramente. Havia algo no interior do envelope que me prendia o coração.Rebecca aproximou-se, curvando-se um pouco sobre a mesa.— É outra carta? — perguntou, hesitante.Assenti, sentindo o peso do papel nos meus dedos. Respirei fundo antes de abrir o envelope, como se cada sopro me preparasse para reviver memórias que tentava esquecer.Dentro, um pequeno cartão dobrado. Tremendo, abri-o."Sinto saudades dos velhos tempos, quando éramos só nós.Perdoa-me pelos meus atos, Bela.Guardei isto com carinho, SC." O envelope parecia mais pesado do que realmente era, havia algo dentro dele. Reb
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