O silêncio dentro da sala do conselho era tão pesado que parecia ocupar o ar, ninguém respirava normalmente e nem ousava interromper. Ricardo ainda segurava o documento no ar, como se tivesse em mãos uma bomba prestes a explodir. Lorenzo manteve o olhar, frio e controlado, fixo nele, mas por dentro, seu instinto gritava que algo estava errado, muito errado. Ricardo não estava encurralado, ele estava esperando aquele momento. — Fale logo — Lorenzo disse. A voz dele saiu firme, mas havia tensão nela. Ricardo inclinou levemente a cabeça. — Você sempre foi impulsivo, Lorenzo. — E você sempre foi covarde. Um murmúrio percorreu a sala, Ricardo sorriu de canto. — Talvez. Ele caminhou lentamente até o centro da mesa. — Mas existe algo que todos aqui deveriam saber antes de continuar essa reunião. Alessandro deu um passo à frente. — Ricardo, não faça isso. Foi a primeira vez que sua voz soou preocupada. Helena percebeu imediatamente. Lorenzo também. Ele virou lentamente o rosto
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