Helena não contou a Matteo, nem sobre a ligação, sobre a fotografia e nem sobre o medo que agora caminhava ao lado dela como uma presença invisível, afinal ele é apenas uma criança que não precisa viver com medo. Naquela manhã, ela tentou manter a rotina, café da manhã, lancheira, beijo na testa, mantendo uma normalidade forçada. Mas seus olhos estavam diferentes, atentos demais, cada som parecia alto, cada carro que passava devagar parecia suspeito.E quando ela saiu do prédio com Matteo, sentiu novamente, a sensação, aquela mesma pressão sutil nas costas, como se alguém estivesse olhando. Ela não virou imediatamente.Aprendeu, com o tempo, que o medo precisa ser observado com inteligência, não com pânico.Apertou a mão de Matteo como se estivesse com medo de perdê-lo. — Mamãe, você está machucando — ele disse baixinho.Ela afrouxou na mesma hora.— Desculpa, meu amor.Em seu rosto havia um sorriso calmo e controlado, mas por dentro o coração estava disparado.Eles caminharam até o
Ler mais