ArthurMeu pai parece calmo atrás de sua mesa, mas não menos altivo. Os olhos escuros estão o tempo todo fixos em mim, como se me avaliassem. E para a minha surpresa, minha mãe se mexe perto de uma das enormes janelas de vidro transparente do elegante hotel. Ela sorri docemente. Contudo, não retribuo, porque é estranho que ela esteja aqui. No geral, Lua nunca participa dessas reuniões de negócios.— Meu querido! — Ela diz, abraçando-me com ternura. Devolvo-lhe o gesto de carinho, deixando um beijo casto em sua testa logo em seguida.Em sinal de respeito, como me ensinaram desde pequeno, inclino um pouco a minha cabeça para ela, abaixando os meus olhos. E faço o mesmo com meu pai em seguida, sentando-me como me pediu na sequência.— Você demorou — ele diz, lançando-me um olhar severo.— Eu tenho uma empresa para administrar, meu pai — respondo no mesmo tom.O silêncio que se segue é pesado. É antigo e familiar.— Ok, vamos direto ao ponto — continuo, impaciente. — Eu sei que isso aqui
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