KATHERINEEu não consegui dormir imediatamente depois que ele se afastou o suficiente para que o corpo voltasse a existir fora do contato direto, e isso, por si só, já dizia mais do que qualquer palavra que eu poderia ter usado para definir o que tinha acontecido. O quarto permanecia o mesmo, a luz baixa ainda desenhando sombras suaves nas paredes, o berço ao lado intacto, o bebê dormindo com aquela tranquilidade que ignorava completamente a mudança estrutural que tinha acontecido a poucos passos dali, e ainda assim nada parecia igual ao que era antes. Eu sentei na beira da cama, ajustando o vestido de forma automática, não por pudor, mas por hábito, enquanto tentava organizar uma linha de pensamento que não se desfizesse no meio do caminho.Nick não saiu, isso era constante.Ele se afastou o suficiente para me dar espaço físico, mas permaneceu ali, ocupando o ambiente com a mesma presença firme, como se não houvesse dúvida sobre continuar naquele ponto. Quando levantei o olhar, ele a
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