KATHERINEA casa já não me parecia um território estranho, e isso não aconteceu de forma brusca, nem consciente, foi um processo silencioso que se instalou nos detalhes, na forma como eu já sabia onde cada coisa estava, no ritmo dos passos pelos corredores amplos, na maneira como a luz atravessava os espaços em horários previsíveis, criando zonas de calor e sombra que deixavam de ser cenário e passavam a ser referência. A estrutura funcionava com precisão, como era de se esperar de algo organizado por ele, mas, diferente do que eu tinha imaginado no início, aquilo não me engolia, não me anulava, porque eu também tinha criado meu próprio eixo ali dentro.Desci as escadas com o bebê nos braços, sem pressa, sentindo o corpo responder melhor a cada movimento, já adaptado ao novo ritmo sem aquele desconforto constante dos primeiros dias, e a escolha da roupa não foi aleatória, um vestido leve de algodão em tom claro, confortável o suficiente para me permitir mobilidade, mas estruturado o b
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