A festa começou com abraços, flashes e a sensação coletiva de que aquele era um dia certo. Laura parecia estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Ria alto, ajeitava detalhes, puxava pessoas para perto como quem precisava garantir que tudo estivesse completo — exatamente como tinha imaginado. — Estela, vem cá — chamou, já apoiando as mãos nos meus ombros. — Foto de família. Marcus estava ao lado dela, orgulhoso, inteiro.Pedro Felipe logo atrás, postura correta demais.Clara ao lado dele, elegante, tranquila demais para quem já conhecia aquela família por dentro. — Mais perto, vocês dois — minha mãe disse, puxando Pedro Felipe e eu sem cerimônia. — Agora são irmãos. Nada de distância estranha. O toque foi inevitável. O braço dele encostando no meu.O cheiro conhecido demais para ser neutro. Pedro Felipe enrijeceu por um segundo mínimo.Eu senti. — Sorri, Estela — minha mãe cochichou. — É um dia feliz. Sorri. O flash estourou. Clara não observava o sorriso.Observava o depoi
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