O restaurante não era nada extraordinário. Mesas de madeira clara, cadeiras confortáveis e aquele cheiro constante de comida boa que parecia abraçar a gente assim que atravessava a porta. Ainda assim, naquele momento, parecia um refúgio. Eu precisava de um. Claire já estava sentada quando cheguei, mexendo distraidamente no celular. Ela ergueu os olhos no instante em que me viu e abriu um sorriso que, normalmente, me faria sorrir de volta. Hoje, não. — Você está com cara de quem quer cometer um crime — ela comentou, apoiando o queixo na mão. Soltei a bolsa na cadeira e me sentei com mais força do que o necessário, ajeitando o carrinho com os bebês ao lado da mesa. — Talvez eu queira. Ela ergueu uma sobrancelha, interessada. — Isso parece promissor. Quem é a vítima? Respirei fundo, já sentindo a irritação voltar com tudo, como se estivesse apenas esperando uma oportunidade. — Nate. Claire soltou um “ah” longo, arrastado, como se tivesse acabado de abrir um livro no
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