Eu devia ter sabido. Devia mesmo. Porque nada — absolutamente nada — envolvendo Nate Blackwell acontece de forma simples, proporcional ou, no mínimo, dentro de um limite aceitável de sanidade. Mas ainda assim, lá estava eu. — Qual é o seu problema?! Silêncio. Sempre começa com silêncio. Entrei sem esperar resposta, porque, honestamente, eu não precisava de permissão. Não depois da noite anterior. Não depois de três entregas absurdas que praticamente transformaram a minha sala em uma estufa clandestina. Atravessei o hall com passos firmes, a bolsa escorregando no ombro, o cabelo preso de qualquer jeito — porque, surpresa, eu não tive tempo de pensar na minha aparência quando acordei com a missão clara de confrontar um homem que aparentemente acha que pedir desculpa envolve paisagismo em larga escala. — Nate! Ele estava na sala. Claro que estava. Sentado no sofá, com um dos gêmeos apoiado no peito, o outro no cercadinho ao lado, observando tudo com aquela expressão… calma. C
Ler mais