• POV SOFIA O beijo ainda ardia nos meus lábios quando eu me afastei. Não porque quisesse. Mas porque precisava. Encostei as costas na porta, sentindo a madeira fria atravessar a camiseta fina. Meu peito subia e descia rápido demais, como se eu tivesse corrido quilômetros. Henrique estava ali, a poucos centímetros, o olhar escuro, faminto, confuso — o mesmo olhar que me fazia perder o chão desde o início. — Não… — murmurei, mais para mim do que para ele. Ele levou a mão ao meu rosto, hesitante, como se pedisse permissão com o gesto. — Sofia… eu não vim aqui pra te machucar. A frase doeu. Porque eu sabia que ele acreditava nisso. E, ainda assim, cada vez que ele aparecia, algo em mim se quebrava um pouco mais. — Mas machuca — respondi, a voz baixa, trêmula. — Mesmo quando você não quer. Henrique respirou fundo, como se estive
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