— Então acho melhor você viver sua vidinha com esse playboy e eu, eu irei voltar pra minha rotina. — encarei ela, tentando disfarçar a dor que a revelação me causou. Helena me encarou de volta, os olhos faiscando, mas segurando o choro. — Você tem certeza disso? — perguntou, a voz trêmula, mas firme. — Só não quero um homem desconhecido perto do meu filho. De resto... — olhei para ela com desprezo, o ciúme transformando meu amor em veneno. — O resto pode se explodir. — Está se referindo a mim? — ela perguntou, incrédula. — Se a carapuça serviu... — respondi, seco, virando as costas. Saí do quarto dela, batendo a porta com força. Não troquei de roupa, peguei a chave da moto e saí do apartamento. O vento da noite gelava meu rosto, mas não conseguia esfriar a raiva que queimava no meu peito. A sensação de abandono, mesmo estando livre, era insuportável. Arranquei com a moto, mas não para minha casa. Fui para a casa de Vanessa. Bati na porta com força até que ela abriu, com uma e
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