Por um instante, Vitória não conseguiu sequer tocar no que estava dentro da caixa. O brilho dourado refletia a luz suave dos abajures, mas não era o ouro que a paralisava — era o significado que ela já começava a pressentir. Com cuidado, ela retirou a caneta. Era elegante, banhada a ouro, com detalhes delicadamente trabalhados ao longo do corpo. O acabamento não era exagerado; era firme, imponente, segura em sua própria presença. No topo, gravado com precisão quase imperceptível, estava o brasão discreto do Grupo Alencar. O ar pareceu rarear. — Rafael… — a voz saiu baixa, trêmula. Ele manteve a postura serena, mas dessa vez não estava distante. Estava atento. Presente. — Eu ouvi o que seu pai disse aquele dia — começou, sem elevar o tom. — Sobre a caneta da família. Sobre você só recebê-la quando estivesse à frente do grupo. A sala silenciou aos poucos. Até Sofia, que sempre tinha um comentário pronto, permaneceu quieta. Vitória sentiu o coração bater mais forte. — Eu discord
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