Vitória estava no quarto quando bateram à porta. Duas batidas leves, objetivas. — Vitória — chamou Jéssica, do outro lado. — Sua família chegou. Vitória já esperava a mãe e a avó. Não houve surpresa. Apenas um ajuste interno rápido, como quem se prepara para uma conversa difícil, mas prevista. — Já estou descendo — respondeu. Levantou-se com calma, escolheu os passos com cuidado e saiu do quarto. Não havia pressa. Havia controle. Ao descer a escada, reconheceu as vozes antes de alcançá-las. Quando entrou na sala, o olhar percorreu o ambiente — e então houve o choque silencioso. Não estavam apenas sua mãe e sua avó. O avô também estava ali. E Sofia. Vitória conteve a reação imediatamente. O corpo permaneceu ereto, o rosto sereno demais para alguém pega de surpresa. — Uau… então… — disse, aproximando-se — o assunto é mesmo sério. Cumprimentou primeiro a avó, depois a mãe, com beijos contidos. Ao avô, um abraço breve. Sofia recebeu um sorriso discreto, cúmplice, mas atento.
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