O empurrão jogou Rafael para dentro do quarto com força suficiente para derrubá-lo se não fosse pela parede que encontrou no caminho. Foi apoiado nela, ainda tentando recuperar o equilíbrio, que seus olhos encontraram Cristina — encolhida no chão, encostada na parede oposta. — Tia Cris! Ela permanecia completamente imóvel, encolhida contra a parede, como se qualquer movimento exigisse um esforço que já não possuía. — Tia... sou eu. O Rafael. Ela permaneceu imóvel por alguns segundos, tentando reconhecer aquela voz. — Rafa...? — Sim... sou eu. Cristina ergueu a mão lentamente, tateando o ar como se precisasse ter certeza de que ele realmente estava ali. Rafael segurou sua mão com cuidado, mas, quando ela virou um pouco o rosto em sua direção, ele finalmente conseguiu enxergar seus olhos. Ou, pelo menos, o que restava deles. Os dois estavam tão inchados que mal conseguiam se abrir. Roxos, machucados, cercados por cortes que ainda sangravam. Rafael sentiu o estômago se revirar.
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