Já tinham se passado três dias desde que invadiram o sítio onde Leonardo e seus homens estavam escondidos. Três dias procurando por Rafael. Três dias revirando cada quarto, cada galpão, cada veículo abandonado e cada pedaço de terra daquela propriedade. Eles tinham cavado onde encontravam qualquer sinal suspeito, quebrado pisos, aberto poços e vasculhado lugares que nem faziam sentido. Mesmo assim, não encontraram nada. Nenhum osso. Nenhuma peça de roupa. Nenhum vestígio que pudesse indicar o que realmente tinha acontecido com Rafael. A falta de respostas estava destruindo todos eles. — ONDE ESTÁ O CORPO DO MEU FILHO? A voz de Augusto ecoou pelo pátio pela centésima vez naquele dia. Leonardo permanecia ajoelhado na beira da piscina, com os braços amarrados para trás. Seu rosto estava coberto de água, o cabelo grudado na testa e várias marcas começavam a aparecer pelo corpo, mas nada daquilo parecia abalar seu orgulho. Augusto segurava sua nuca com força e, sempre que ele se re
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