— Vai sonhando. Vitória respondeu com um leve sorriso debochado, mas ele desapareceu quase no mesmo instante. O simples fato de estar sentada ali, ouvindo aquele homem falar sobre conhecer o mundo ao seu lado, já era suficiente para fazê-la sentir o estômago embrulhar. — Mesmo que eu aceite a morte do Rafael, eu nunca vou te perdoar. A voz saiu firme, sem qualquer hesitação. Rafael Gomes inclinou levemente a cabeça. — Se o mundo é tão bonito assim para ser aproveitado, por que perder tempo guardando mágoas? O deboche continuava ali, como se ele realmente acreditasse que aquela pergunta fazia sentido. Vitória soltou uma breve risada sem humor. — Porque existem coisas que não têm perdão. O que você fez destruiu vidas demais para que eu simplesmente decida esquecer. E se você acredita em Deus, procure o perdão d'Ele. O meu você nunca vai ter. Por alguns segundos, Rafael apenas a observou. — Então o que você veio fazer aqui? A pergunta fez Vitória permanecer em silêncio. Sua
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