A casa estava silenciosa quando entraram no quarto, como se o dia tivesse ficado do lado de fora junto com as vozes, os risos e os passos apressados. O cansaço era leve, daqueles que não pesam, apenas acomodam. Vitória soltou o cabelo enquanto caminhava até o banheiro, deixando que os fios caíssem pelos ombros.Rafael foi atrás sem dizer nada. Não porque precisasse, mas porque já era natural terminar o dia assim — próximos, sem esforço, encontrando no contato um descanso que não vinha apenas da água morna.Enquanto a banheira enchia, tiraram as roupas em silêncio, sem pressa, como quem já conhece cada gesto do outro. Não havia urgência, nem expectativa além do que aquele momento oferecia: pele encostando em pele, respiração desacelerando, a sensação de que o mundo podia esperar alguns minutos.Ela entrou primeiro. Ele acomodou-se atrás, puxando-a com cuidado para sentar em seu colo. As costas dela encontraram o peito dele, e a cabeça repousou no ombro dele como se aquele fosse exatame
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