O DESPERTAR DA NOVA VIDAA madrugada na Toscana de Oregon era silenciosa, mas, por volta das três da manhã, um choro baixo e manhoso começou a ecoar pelo quarto. No berço ao lado da cama, Felipo se agitava, esfregando os olhinhos gordinhos enquanto chamava pelo porto seguro que agora, finalmente, estava completo.— Papà... Mamà... — balbuciou o pequeno, a voz embargada pelo sono.Paul, que tinha o sono leve de quem passou anos em alerta, despertou imediatamente. Ele sentiu o corpo quente de Gioconda ao seu lado e, num gesto de proteção, decidiu não acordá-la. Ela precisava daquele descanso após o turbilhão emocional do dia anterior.— O papai está aqui, bambino — sussurrou Paul, levantando-se com cuidado e caminhando até o berço.Ao ver o pai, Felipo abriu um sorriso banguela e esticou os bracinhos, pedindo colo. Paul o aninhou no peito, sentindo o cheirinho de bebê que acalmava sua alma.— Quer dormir com o papai e com a mamãe
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