O ar da manhã na floresta de pinheiros atrás do hotel era frio e úmido, carregado com o cheiro de terra molhada e resina. Longe do zumbido das luzes de neon e do cheiro de mofo do quarto, o mundo parecia vasto, mas para mim, a liberdade ainda tinha o gosto da paranoia.Nicolas ainda usava a tipóia improvisada, mas já conseguia movimentar os dedos com mais firmeza. Ele insistiu que não podíamos mais esperar. Se íamos voltar para Palermo, eu precisava deixar de ser uma prisioneira convalescente para me tornar a mulher que meu pai havia treinado para ser.— De novo — ele ordenou, ofegante.Eu estava tentando derrubá-lo. O treinamento de combate corpo a corpo era brutal. Nicolas usava o próprio peso e a altura para me bloquear, forçando-me a encontrar brechas em sua defesa. Eu estava suada, o cabelo grudado no pescoço, e cada músculo do meu corpo gritava de exaust&
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