O impacto contra a água foi inevitável, mas a queda não foi solitária. O peso do corpo de Nicolas veio logo em seguida, afundando comigo na piscina. Mesmo sob a água, aquelas mãos calejadas não me soltaram por um único segundo. Com um movimento potente das pernas, ele rasgou a água e nos trouxe de volta à superfície.Emergi tossindo, jogando a cabeça para trás enquanto a água escorria pelos meus olhos e cabelos. O encarei e sem razão alguma, comecei a desferir tapas contra o seu peito rígido, empurrando-o com toda a força que me restava.— Seu idiota! — esbravejei, com a voz saindo falha pelo cansaço. — Você me enganou, caímos por sua culpa!Nicolas, no entanto, não moveu um milímetro. Ele me manteve firme ali, colada contra o seu torso aquecido, anulando qualquer tentativa de afastamento.Calei no mesmo instante em que nossos olhares se cruzaram e prendi a respiração sem que eu nem percebesse. Me perdi completamente naqueles olhos azuis que, sob a luz da lua, pareciam duas fend
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