“O corpo quer o que a vida já recusou.”Amélia ClarkEu o conduzi até a cama com um cuidado, como se acomodar Ethan ali fosse mais do que um gesto solidário, como se fosse uma escolha que o meu corpo já tinha feito antes de eu ter coragem de admitir, e quando ele se sentou à beira do colchão, senti uma sensação incômoda, impossível de ignorar, porque aquele quarto, aquele silêncio e aquele homem não combinavam mais com neutralidade.Ajoelhei-me diante dele para tirar seus sapatos tentando me agarrar à lógica simples do cuidado, à função clara de quem ajuda, de quem não deseja, mas quando meus dedos tocaram seu tornozelo, um arrepio violento subiu pela minha espinha, roubando o ar dos meus pulmões por um segundo longo para ser apenas imaginação, e eu soube, com um misto de medo e espanto, que o meu corpo estava acordando para algo que eu nunca tinha permitido antes.Levantei-me devagar, ainda sentindo o calor daquele toque reverberar na pele, e foi então que encontrei o olhar dele. Não
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