“Algumas pessoas não nos salvam. Elas apenas nos dão um motivo para ficar.”Amélia acordou com a certeza de que não podia morrer. Não enquanto alguém segurava seus cabelos como se ela fosse essencial.Ao se mover percebeu que Noah dormia sentado ao seu lado, com o corpo pequeno curvado de maneira desconfortável, a cabeça caída para frente, uma das mãos ainda presa aos cabelos dela. Os dedos estavam emaranhados como se, mesmo adormecido, ele tivesse medo de soltá-la.Ele não tinha ido embora.O peito de Amélia se apertou com força. Uma emoção súbita, avassaladora, subiu pela sua garganta antes que pudesse ser contida. As lágrimas vieram silenciosas, quentes, escorrendo sem pedir licença.Aquela não era uma imagem de fragilidade infantil. Era uma imagem de escolha, carinho, cuidado. Noah tinha escolhido ficar porque amava. Com cuidado extremo, como se qualquer movimento pudesse quebrar algo sagrado, Amélia levou a mão até o rosto dele, afastando uma mecha de cabelo. O menino respirava
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